sábado, 22 de outubro de 2022

Lilas Sélaneige 1. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 Série de paisagens verticais s/ papel, janeiro e fevereiro de 2022

Lilas Sélaneige 2. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

Lilas Sélaneige 3. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

Lilas Sélaneige 4. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

Carnaval 1. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

Carnaval 2. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

Ensopado e queimado. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x102 cm (díptico)

 

Quarta-feira de cinzas 1. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

Quarta-feira de cinzas 2. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 







 
Para cima não dá. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

J'amor 2. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

J'amor 1. 2022. 
Carvão, pastel e aguarela s/papel, 70x51 cm

 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

2022 Reset # 0 (in progress 11-02-2022). Desenho 150x120 cm, tec mista carvão e aguarela sobre papel 

 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

In progress, 2021-22
Materiais vários: punching ball, luvas, têxteis

 

sobreTela. 2021 (Galeria Diferença, Lisboa, 6-27 novembro)



sobreTela

Em agosto luziu longamente uma estrela que há muito explodiu na constelação distante. E choveram perséiades. 

O rapazinho do livro perguntou então de novo se tinhas caído do céu. 

E agora, diz ela que está cansada. Dizem estes que talvez ainda aguente. Dizem aqueles que os gestos têm que ser outros, sobretudo. Entretanto, as cores fazem-se surdas na luta que continua, mínimos atos, sejam afagos ou murros na matéria terrena do tempo. 

 

Estes trabalhos complementam uma série de papeis deste ano que, num espaço aparentemente fechado, indagavam paisagens possíveis de uma personagem múltipla, entre o encantamento e a inquietação. A narrativa, ali plural e descontínua, neste caso regressa ao gesto e a uma depuração de signos na senda de um anterior pintar es como golpear: não como a Equipo Crónica, mas ainda soma de destruições, intuindo a cegueira de sementes escondidas no escuro, a rasgar por luz.

Digamos que, no fundo, se trata apenas de procurar outra forma de falar do mesmo: paisagem, aqui sem linha do horizonte. Porque, insistentemente experimentar espaços e procedimentos pictóricos é, de algum modo, testar os limites de um corpo possível, pele contra pele e, fatalmente, do que ele pode dizer (arriscando descobrir mais do que o identificável por nomes e des-pa-lavrando para mais tarde outras narrativas precisas).

Certo, nestas andanças nunca deixa de haver limitações à partida, tanto em condições como escolhas – aqui um quadrado irregular com paredes, teto baixo e janelas com grades; giz com que se risca em vez de carvão; cor em vez de negro ou ao contrário; pigmento em vez de um véu de linho fino; tela em vez de terra. E um círculo (tondo, termo sonoramente expressivo) é, desde logo, apesar de tudo, ícone, lembrando planetas caídos, mas também relógios, medalhões e até pratos e cozinhados ao lume. 

Ainda como em placas de petri, este exercício implica manutenção e dislate, jogo livre, scat assim como:  sobre tela   ela   sobre a terra    erra   sobre ti   i; assim, voltar atrás, à matéria essencial; insistir no gesto e numa poética ampla e particular; olhar de longe, duma galáxia distante e de muito perto, por dentro e de fora, as unhas sujas de lamas, as narinas frementes no ar, na memória cheiros a despertarem, sons e sabores, o que não se deixa ver apenas; humildemente, re-experimentar esvaziar de intenções, pretensões, ícones sociáveis; deixar acontecer outra representação do real [i:real, vida fugit].

O que não cabe nesta sala, quiçá mais do mesmo, ou então, subtil diferença.

 

 

Isabel Sabino, novembro 2021

sobreTela 2021 (as obras)

Tu caíste do céu. 2021 
cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm

No segredo da tela. 2021
cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm
Essencial invisível. 2021
cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm

Está lá dentro. 2021

Técn. mista s/tela, diâmetro 20cm

A direito não se vai longe. 2021
cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm
Ela, lá no alto. 2021.
cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm
Não têm raízes. 2021
cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm

Estar bem onde se está. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


Só se vê bem com o coração. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm


Admirar significa. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


O desenho de uma ovelha. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm


Sementes dormem. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


Só conhecemos as coisas que prendemos a nós. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm


(não) dar ouvidos às flores. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


Por causa duma flor que não se vê. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm


Não é senão uma casca. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm


Varrer os vulcões por dentro. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm


Um poço escondido em qualquer parte. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm


Todo salgado. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


Para que serve ter estrelas. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm


Para que servem os espinhos. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


Despedida. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 30cm


O sétimo planeta. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 20cm


São precisos rituais. 2021

cn. mista de acrílicas s/tela, diâmetro 40cm

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

AZUL, 2021 | Exposição com Guilherme Parente na Biblioteca da FCT, Universidade Nova de Lisboa, Campus de Almada, abril

 

Isabel Sabino, 2020. Constance (Cascata azul). Acríl. s/ tela, 154x200cm

AZUL, 2021 | Biblioteca na FCT da Universidade Nova de Lisboa, com Guilherme Parente



Isabel Sabino, 2019. Rachel, If I didn't care. Acríl. s/tela, 196 x 302 cm













 

Azul, 2021 | Os álbuns de Ana - a instalação


Os álbuns de Ana, 2021. Instalação com mesa e objetos diversos, álbuns de imagens impressas e selecção de 45 trabalhos sobre papel na parede.





Personagem ausente, Ana é filha de Rachael, a que intimamente cantava If I didn’t care em vez de One more kiss. Plural e ficcional, Ana é Ann, Anna, Hanna e Hannah, Aninhas e outras Anas também, misturando identidades, tempos e geografias - como por exemplo nobres pontes entre Belém e o Brasil, matriarcas de família de lugares recônditos, distraídas e esquecidas do mundo, suicidas e até uma navegadora solitária. Surgem, numa mesa, no chão e paredes de uma sala de passagem, sinais do que viu, colecionou, amou e sentiu, quando o corpo se soltou da casca em que habitava.